Para ouvir, e reflectir...
Bom final de semana!
Ha amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor da pele
Ha amor tao longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Ha amor de inverno
Amor de verao
Amor que rouba
Como um ladrao
Ha amor passageiro
Amor nao amado
Amor que aparece
Amor descartado
Ha amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente
Ha amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado
Ha amor secreto
De cheiro intenso
Amor tao próximo
Amor de incenso
Ha amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente
Ha amor tao fraco
Amor nao assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Ha amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tao certo
Que acaba de vez
Ha amor de certezas
Que nao trara dor
Amor que afinal
amor,
Sem amor
O amor tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente
acabar de maneira igual
E recomecar
Um amor diferente
Sempre , para sempre
Para sempre...
Musica: Ricardo Sotna e Gil do Carmo
Letra: Miguel A. Majer
Liguei o carro, e meti a música a tocar bem alto.
Não queria ouvir os meus pensamentos e achei que pelo menos enquanto a música tocasse eu ia conseguir abafar o barulho confuso que ecoa na minha cabeça.
Track 16-How do you keep love alive - estupidamente tenho a tendência em ouvir músicas melancólicas quando estou em baixo, e como se isso não bastasse, carrego no repeat com o desejo que nunca pare de tocar.
Sigo viagem.
À cabeça chegam-me memórias em slides. Memórias tuas e desta canção.
Slides e mais slides sucessivos, em tons sepia... consigo sentir a brisa fresca que fazia o meu vestido comprido dançar ao ritmo de David Fonseca e o calor da tua presença.
Baixo o vidro do carro e meto a minha mão cá fora, abro os dedos na esperança de sentir a tua agarrar a minha, mas sinto o vento a fugir de mim... Estendo o braço na esperança do abraço teu, mas só consigo sentir uma aragem fria, deste vento, da tua ausência.
A música já tocou vezes sem conta e tenho o piloto automático ligado, não me lembro da rotunda que provávelmente fiz e dos sinais luminosos que passei.
Sinto um aperto no peito, uma vontade gigantesca de gritar bem alto para que oiças, o meu grito, a minha voz e o meu coração.
Percebo que não controlo nada, que tudo me controla. Que quem eu pensava que estava, simplesmente já não está. Que os sentimentos podem ser manipulados, mas não mando porra nenhuma no coração, quem amo, por quem me apaixono, e no que penso. Pensar. Pensei demais.
Agora existe uma dor muito forte cá dentro, um som estridente na minha cabeça e uma tonelada de pesos presos aos meus pés que me puxam com muita força para um fundo que não tem.
Hoje vives aqui. Parei-te no track 16, quando tu estavas bem ali, naquela noite em que eu estava feliz e quando eu vivia tambem dentro de ti. Estrela.
Cheguei. Paro o carro. Limpo as lágrimas e respiro fundo. Agora é hora. Hora de te guardar bem cá dentro em silêncio e fazer parte da estatística de seres humanos, mulheres e mães, a que a estrela brilhante se apagou e que voltam para casa na esperança que a vida um dia mude. De uma forma qualquer.
Tenho um gosto particular de festejar o meu aniversário, ao que sei, ao contrário de muita gente, que acha que mais um ano é sinal de velhice, de menos um, e outras tantas opiniões daqueles que a idade já lhes pesa qualquer coisa que eu ainda não sei.
Soprei mais uma vela. É sempre gratificante reunir tantas pessoas que nos são queridas, que nos acompanham toda uma vida, das quais partilhamos momentos. Responsáveis pela pessoa que sou hoje, que serei amanhã.
Nesse dia, existem sempre momentos que me marcam, presentes, sorrisos, até mesmo amigos de longe e de perto que fazem de tudo para marcar a sua presença.
Dentro de tantas coisas que me fizeram sorrir nesse dia, recebi algo que me marcou.
Não sei se é suposto ler as entre linhas... mas deixou-me a pensar... será mesmo que não há coincidências?
Cada presente ganha um significado diferente dependendo da pessoa que nos oferece.
Talvez fosse mais um fantástico livro para juntar à minha colecção.
Mas assim... talvez seja uma mensagem, ou não.
Chegámos ao final de mais uma semana de trabalho, com menos um dia, e por isso mesmo (no meu caso) muito mais cansativa e stressante.
Apetece-me relaxar e acalmar o corpo e a mente para um fim-de-semana maior que o habitual.
Porque não temos só que estar bem para começar uma semana de trabalho, tambem é importante estarmos calmos para nós mesmos, aqui fica um registo para quem gosta de uma música tranquila ao som de um piano.
Ne-Yo - Closer by David Sides
Uma linha brilhante, de cor forte,
Entrou pelo único rasgo que existia naquele quadrado gigante,
E tocou-me sem medo.
Pestanejei, como se duvidasse que pudesse estar viva.
Era de novo dia e todas as certezas e incertezas vieram comigo mais uma vez.
Juntando os meus sonhos, as minhas realidades são três,
Luto como se guerreira fosse,
Numa mão uma espada afiada, brilhante e manchada de sangue da última batalha,
Na outra uma flor, de cor branca, que cheira a amor e a paz.
Sento-me e levanto-me,
Corro e tropeço.
Confusa perante as três realidades e para que lado uso as espadas...
Deito-me novamente e meto a almofada sobre a cabeça.
Pode ser que faça chuva e que nunca mais volte a acordar.
Moral da História: É mais fácil resolver uma realidade de cada vez, do que viver com todas elas. Como qualquer ser humano, começo pela mais fácil. Pelos sonhos...
Às vezes penso porque é que a vida nos orienta o destino para tantas situações complicadas de resolver e que nos fazem sofrer... chego sempre à conclusão que tudo e nada nesta vida serve para nos tornar mais fortes, para nos ensinar a verdadeira escola, para nos educar.
Poderia ficar aqui dias e dias a escrever, sobre tantas situações que me fizeram chegar a determinados extremos. É certo que tirei qualquer coisa de todos eles.
Este é um momento.
Esta é mais uma.
Queria libertar o grito que vive dentro de mim e me puxa todos os dias um pouco mais para baixo.
Eu sei que é deprimente.
Mas seria tão mais fácil gritar logo tudo de uma vez.... do que deixar que este nos consuma.
Tomara que o tempo voe... como eu gostava de voar!

Danço e balanço,
Para cá e para lá...
Ao ritmo de cada lágrima,
Ao som de cada sorriso...
Vestido branco,
Sapatos de cetim,
Levanto os braços e uno as mãos em direcção a ti...
Deixo-me levar por cada acorde do teu coração,
E rodo sobre mim mesma,
Sorriu...
É a paz que o teu sorriso trás...
Continuo a dançar para ti,
Neste lugar onde me guardas-te
Quero viver lá para sempre,
Nesse coração onde eu danço e balanço,
Na tua caixinha de música!

Encontrei-te na luz amarela de um candeeiro de rua,
O coração saltava, como um peixe devolvido ao mar...
Queria escondê-lo com medo que o ouvisses bater.
Shiiiuuu...
E esse olhar tão meu,
Que de meu não tinha nada...
Queria fugir.
Mas porquê? Se me fazes sentir tão bem...
Vou ficar,
Talvez um dia possamos fugir juntos...
Tu estás ali... na luz amarela de um candeeiro de rua...
parecia que sempre ali tinhas estado
à minha espera....

"Posso ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas,
não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falencia.
Ser feliz e reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e periodos de crise.
Ser feliz e deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria historia,
e atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oasis no recondito da sua alma.
E agradecer a Deus a cada manha pelo milagre da vida.
Ser feliz e nao ter
medo dos proprios sentimentos.
E saber falar de si mesmo.
E ter coragem para ouvir um "não".
E ter segurança para receber uma critica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
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